Boletim LiottoEconomia
Inflação desacelera, Selic cai e crédito ainda segue caro
Preços perdem força e juros básicos recuam, mas expectativas elevadas limitam o alívio para famílias e empresas
A análise do dia
A inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, subiu 0,07% em julho, depois de avançar 0,16% em junho. Em 12 meses, o acumulado ficou em 4,44%, de volta à meta do governo. A queda dos preços dos alimentos foi decisiva para o resultado, que veio em linha com a projeção do mercado, informa a Agência Brasil.
O dado ajuda a explicar a decisão recente do Comitê de Política Monetária, o Copom, de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano. A ata divulgada pelo Banco Central registra que a inflação está desacelerando e que o corte é compatível com a estratégia de levar os preços para perto da meta. Ao mesmo tempo, o comitê mantém o alerta: as expectativas de inflação continuam elevadas e o cenário ainda tem riscos.
Para as famílias, a combinação traz algum alívio na inflação corrente, mas não significa crédito barato imediatamente. Os juros cobrados pelos bancos respondem à Selic com defasagem e também incorporam risco e condições próprias de cada operação. A avaliação de instituições financeiras é que uma melhora mais forte no crédito neste ano ficou menos provável, com a Selic devendo cair mais lentamente do que se imaginava no começo do ano.
Outro indicador relevante para quem vive de salário é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC. Ele registrou deflação de 0,01% em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses. Como o índice acompanha famílias com renda de um a cinco salários mínimos e é usado na correção anual de salários, o resultado oferece uma referência importante para negociações e reajustes, embora não determine sozinho cada correção.
O ponto de atenção é que a inflação mensal melhorou, mas a projeção do mercado para o IPCA de 2026 ainda está em 5,02%. Assim, o Banco Central reduziu os juros, porém preservou uma postura cautelosa. O efeito prático tende a aparecer primeiro na estabilidade dos preços e só depois, se o cenário permitir novos cortes, em financiamentos e outras modalidades de crédito.
Agência Brasil — Economia (feed)
BC aponta desaceleração da inflação, mas mantém alerta sobre riscos
A ata da reunião em que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros (Selic) para 14% ao ano mostra que a decisão foi tomada em um ambiente de desaceleração da inflação, mas ainda marcado por incertezas. As expectativas inflacionárias, segundo o documento divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (11), permanecem elevadas em um cenário de riscos. Notícias relacionadas:Inflação recua para 0,07% em julho e volta para a meta do governo.Em nova redução, Copom baixa taxa Selic para 14% ao ano.Juros das famílias seguem elevados e chegam a 64% ao ano, diz BC.O comitê avalia que a redução da taxa Selic é “compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta”. Na avaliação, a instituição ressalta ainda que, além de contribuir para a estabilidade de preços, a decisão ajuda a atenuar oscilações da atividade econômica e favorece o pleno emprego.
Ler notícia originalAgência Brasil — Economia (feed)
Inflação recua para 0,07% em julho e volta para a meta do governo
Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo. O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%. Notícias relacionadas:Expectativa do mercado para inflação de 2026 cai para 5,02%.Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE.Veja o resultado da inflação oficial em 2026: Janeiro: 0,33% Fevereiro: 0,70% Março: 0,88% Abril: 0,67% Maio: 0,58% Junho: 0,16% Julho: 0,07% Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11)
Ler notícia originalAgência Brasil — Economia (feed)
INPC registra deflação em julho e acumula alta de 4,10% em 12 meses
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para a correção anual de salários, fechou julho com deflação de 0,01%. No acumulado de 12 meses, o indicador está em 4,1%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Notícias relacionadas:Inflação recua para 0,07% em julho e volta para a meta do governo.A última vez em que o INPC registrou deflação foi em agosto de 2025 (-0,21%). No ano de 2026, o índice acumula alta de 3,5%. O IBGE informou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial, fechou julho em 0,07% e soma 4,44% em 12 meses, puxado pelo recuo no custo dos alimentos. INPC X IPCA A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a variação de preços para famílias com renda de um até cinco salários mínimos. Já o IPCA, afere a variação para lares com r
Ler notícia originalBloomberg Línea
Bancos veem melhoria no crédito no Brasil neste ano como improvável
Expectativas apontam que a taxa Selic deve cair em um ritmo mais lento que o esperado no começo do ano, com a pressão nos preços do petróleo por causa da guerra no Irã deixando o Banco Central menos propenso a reduzir os juros
Ler notícia originalEste boletim é informativo, preserva as fontes consultadas e não substitui a análise jurídica ou contábil do caso concreto.